Arquivo paraSetembro, 2007

Cassações

Desde que entrou em vigor o artigo 41-A, da Lei das Eleições, o Tribunal Superior Eleitoral cassou 215 políticos nos últimos oito anos por compra de votos. O levantamento feito entre 1999 e 2007 analisou duas mil ações e concluiu que o cargo de prefeito foi o que mais sofreu cassações, foram 101 afastados, seguido de 53 vice-prefeitos e logo atrás os vereadores, no total de 51.

De acordo com a assessoria de impressa do TSE a decisão é definitiva. Segundo o presidente do TSE, ministro Marco Aurélio Mello, estas cassações de mandatos por servem como um alerta para os políticos.

 

Confira a lista com os 215 nomes dos cassados aqui.

    

Conheça a história do CPMF

Pela Folha de São Paulo

A CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) é uma cobrança que incide sobre todas as movimentações bancárias, exceto negociação de ações na Bolsa, saques de aposentadorias, seguro-desemprego, salários e transferências entre contas-correntes de mesma titularidade.

Ela foi aprovada em 1993 e passou a vigorar no ano seguinte com o nome de IPMF (Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira) –à época, a alíquota era de 0,25% e durou até dezembro de 1994 quando, como já estava previsto, foi extinto.

Dois anos depois, em 1996, o governo voltou a discutir o assunto, com a intenção de direcionar a arrecadação desse tributo para a área da saúde. Foi então criada de fato a CPMF, que passou a vigorar em 1997 com alíquota de 0,2%.

Em junho de 1999, a CPMF foi prorrogada até 2002, sendo que a alíquota passou a ser de 0,38% –o objetivo da elevação ajudar nas contas da Previdência Social.

Em 2001, a alíquota caiu para 0,3% mas em março do mesmo ano, voltou a 0,38%. Em 2002 a CPMF foi prorrogada, o que ocorreu novamente em 2004.

No final de 2000, o governo decidiu permitir o cruzamento de informações bancárias com as declarações de Imposto de Renda dos contribuintes. Assim, caso um contribuinte tenha declarado ser isento do IR e, ao mesmo tempo, movimentado milhões em sua conta bancária –o que é possível saber de acordo com o valor de CPMF paga–, sua declaração tem maior risco de ser colocada na malha fina pela Receita.

O site Sou Contra o CPMF contém dados relevantes sobre o assunto.

Melô da CPMF com Lula e Guido Mantega

O Charges.com publicou uma sátira interessante sobre a CPMF. Confiram clicando aqui.

A benção ao CPMF

É, não teve jeito. A Câmara de deputados aprovou na noite de quarta feira a Proposta de Emenda Constitucional para prorrogação da cobrança da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) até 2011. Vale a pena conferir este texto do blog do Fábio Mayer, sobre o CPMF.

77 obras irregulares

O Tribunal de Contas da União divulgou o relatório do ministro Benjamim Zymler que aponta irregularidades em 77 obras federais, sendo que 29 são do Programa de Aceleração de Crescimento (PAC), estas são consideradas graves.

As principais irregularidades mostrados pelo relatório são em execuções dos convênios, alterações indevidas de projetos, problemas no processo licitatório (como restrição à concorrência) e superfaturamento de preços, cerca de 5 bilhões gastos de maneira indevida. As obras podem ser paralisadas até que seja apresentada as correções, que resultará em uma economia de aproximadamente um bilhão de reais aos cofres públicos. Uma das obras mais importantes é a integração do Rio São Francisco, em Pernambuco, uma das prioridades do segundo mandato do presidente Lula.

Já foram entregues aos senadores e deputados a lista com as obras irregulares. As empresas tem até o final do ano para regularizar a situação para que em 2008 não sejam impedidas de receber verba do Orçamento da União.

A união divulga a lista com as obras problemáticas a quase dez anos para dá parametro na aprovação de orçamentos.

Para começar a semana…

O mensalão mineiro, como ficou conhecido o caixa dois feito pelo PSDB na campanha do senador Eduardo Azeredo ao governo de Minas Gerais, em 1998, promete ser assunto de pauta política dessa semana. A IstoÉ dessa semana divulgou informações sobre a peça processual que a Polícia Federal apresentará nos próximos dias ao Supremo Tribunal Federal. As investigações sobre o episódio do mensalão mineiro, envolvem o ministro das Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia, o governador de Minas Aécio Neves, 159 políticos e 17 partidos.Agora é a hora do pega para capar, uns vão se defendendo e outros atacando.  Vale a pensa conferir o texto do Blog Wanfil  e 2 dedos de prosa. 

Outros acontecimentos políticos da semana:

- O caso do R$ 1,7 milhão usado para compra do dossiê contra os tucanos volta à tona. O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes pedir revisão do inquérito.

 - Partidos da oposição pedem agilidade ao Conselho de Ética sobre o processo de contra o presidente do senado Renan Calheiros. Ele é acusado de fazer lobby para favorecer uma cervejaria, arrecadação de propinas e comprar veículos de comunicação através de laranjas. 

- Está previsto para essa quinta a aprovação da cobrança da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira.

Em meio ao caos vem a CPMF

Por Tatiane Bessa 

Em meio a tanto tumulto envolvendo o senado brasileiro ainda temos que nos preocupar com uma certa contribuição provisória.  Aquela tal CPMF (Contribuição Provisória Sobre Movimentação Financeira). Uma taxa que aterroriza a todos que fazem transações bancárias. O destino do valor arrecadado é incerto, pois eu não tenho visto melhoria em muita coisa, principalmente na saúde.

Os nossos deputados e senadores querem reduzir a taxa de imposto em alguns setores (o previdenciário é um deles) para fazer com que seja aprovada a prorrogação da CPMF até 2011. A questão é até quando esta contribuição vai existir ao certo. Até 2011, 2020… O governo sempre dá um jeitinho pra que a CPMF continue vigorando. Agora vem a pergunta que não quer calar: contribuição é feita por livre e espontânea vontade ou pode ser imposta? 

 Veja mais detalhes: Governo promete novas reduções de impostos para garantir aprovação da CPMF – portal Uai.

Ainda querem enforcar Renan

 Por Tatiane Bessa

Em matéria peublicada no jornal Folha Online, José Agripino (RN) lider do DEM no senado, disse que não vai participar de reuniões presididas por Renan. A represália é uma forma encontrada por um grupo de senadores de seis partidos entre eles o PMDB e PSB, para forçar o afastamento de Renan Calheiros enquanto ainda responde processo no conselho de ética. 

O fato é que esta enorme “CPITZZA” causou “indignação” entre alguns membros do senado que quase partiram pra briga por não poderem participar da votação. Se esta iniciativa dos “senadores indignados” vai contribuir em algo de bom para os brasileiros, é uma questão que só o tempo irá responder, mas bem no fundo da nossa conciência já temos uma vaga ideia do que será.

A imagem do Brasil lá fora ficou bem “queimada”, mas esta novela está longe de um final. Tem muita agua pra rolar… se é “agua suja” eu não sei, só tenho certeza de que limpa não é. 

O pulo do gato

Por Ruth 

Nada melhor para estreia do Jogo Aberto que um post sobre o julgamento mais esperado do ano.  A polêmica é boa e os argumentos contra e a favor também.

A absolvição do senador Renan Calheiros, ao contrário do que parece não colocou fim na crise, apenas decidiu pela não cassação de seu mandado, mas novas denúncias de irregularidade surgem a cada dia que passa. Muito se fala sobre o caso: denunciam disso, acusam daquilo, condenam daquilo outro, e o julgamento que é bom absolve o senador.  Eu assim como muitos brasileiros, não vimos o processo e não sabemos do detalhe, tudo que sabemos é o que são transmitidos pelas mídias, e como garantir que esta fala a verdade? O jeito é ler um pouco de tudo e montar a própria opinião em meio à tempestade de informação.Primeiro vamos ao ataque.  Calheiros é acusado de pagar a pensão da filha, que tem com a jornalista Mônica Veloso, com recursos passados pela construtora Mendes Júnior. Os valores eram altos e ele resolveu comprovar que possuía renda suficiente para arcar com as despesas. Ai que veio toda a complicação, em vez de ficar na dele e esperar a acusação provar o que diziam, o senador meteu os pés pelas mãos ao divulgar uma avalanche de provas que nada provaram. É nesta parte que entra a história do laranja, a venda de gados, compra de jornal e emissoras de rádio.Já a defesa, alega que a mídia fez um julgamento quando Calheiros ainda era suspeito, e com muita parcialidade moldou a consciência de muitos. Outro argumento para aqueles que defendem é o que não se pode cassar um senador escolhido pelo voto popular sem provas concretas de corrupção, pois isso é o mesmo que quebrar a democracia.O que não sabemos é se o Conselho de Ética conseguiu provar que a Mendes Júnior repassou recursos. Enquanto isso segue várias irregularidades que não se provam nada, nada que condene (apesar dos indícios estarem gritando: Renan está com o rabo preso) e por isso a absolvição.