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Presidente da TVE se afasta após criação da TV pública

ELVIRA LOBATO
da Folha de S.Paulo, no Rio
Descontente com os rumos tomados na criação da TV Brasil, a jornalista Beth Carmona deixou a presidência da Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto (Acerp), que administra a TVE. A diretora-geral, Rosa Crescente, também deixou a emissora.O conselho de administração da Acerp aceitou o pedido de afastamento de Carmona e nomeou o jornalista Arnaldo Cesar Jacob, que integra a equipe da implantação da nova TV, para sucedê-la. Jacob foi editor-executivo do jornal “”O Dia”.À Folha Carmona criticou a fusão da Radiobras com a TVE na formação da nova TV pública. “Como a Radiobrás e a Acerp têm, cada uma, cerca de 1.200 funcionários, acharam que juntar as duas estruturas resultará em uma instituição com o dobro de força. Mas não é assim. A Radiobrás não tem tradição de televisão.”Ela disse que um dos motivos que a levaram a se afastar é a incerteza em relação aos funcionários. O contrato entre a Acerp e a União, para gestão da TVE e da Rádio MEC, termina neste mês. A medida provisória que criou a TV Brasil prevê que a empresa absorverá as funções (contratos e obrigações) da Acerp, que desapareceria em três anos. Carmona diz que lhe foi assegurado que não haverá demissão em massa.Fonte Folha Online

 

Aliança estratégica

O senador Renan Calheiros está com uma nova estratégia para não sair “queimado” do seu posto político. Ele procura agora apoio do PT em troca da renuncia do cargo de Presidente do Senado. Na próxima quinta-feira o plenário irá analisar o pedido de cassação pela quebra de decoro no processo que julga a sociedade do senador nas rádios de Alagoas. Se os Petistas votarem a favor de Renan ele promete renunciar na quarta-feira, um dia antes do julgamento. A estratégia de Renan é uma forma de manter a imagem limpa e provocar menos agitação na oposição. Se Renan renunciasse depois do julgamento seria novamente massacrado pelos seus inimigos políticos com medo de que ele volte à presidência do Senado.O outro lado da moeda está ligado a aprovação da CPMF. A renúncia de Renan é uma garantia de que o imposto seja prorrogado. É uma troca de favores que põe em xeque o papel do Senado com a sociedade: em troca da absolvição Renan ajuda o governo a aprovar a CPMF. Com certeza a antiga discussão sobre ética dentro do Senado foi realmente deixada de lado, ou melhor, o que será que eles entendem como ética?

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Terceiro mandado é atacado

Até agora muito foi especulado a respeito da emenda que pretende alterar a constituição brasileira, permitindo que possa existir o terceiro mandato consecutivo para a predisência.Nove partidos aliados ao governo e da oposição estão contra esta possibilidade em reunião na sede da presidência do PMDB no Congresso.O próprio presidente confirmou interesse em um terceiro mandado em reunião com a cúpula do PT.Vamos ficar de olho para ver o que acontecer.

Nada de transparência

Ao substituir Renan Calheiros na presidência do Senado, Tião Viana (PT-AC), quer mostrar serviço, mas os seus colegas de Senado não são muito chegados a esse tipo de coisa. Afinal a Mesa do Senado votou contra o projeto que propunha a prestação de contas obrigatória sobre a utilização das verbas indenizatórias. A proposta é do presidente interino da Casa e seria feita através da internet. Atualmente o governo disponibiliza 15 mil reais todos os meses para despesas relacionados ao mandato, em Brasília e nos Estados. De acordo com Viana, o projeto seria uma maneira de obter “transparência às atividades dos parlamentares”.

Renan pede arrego

Parece que o presidente do Senado, Renan Calheiros, cansou de remar contra maré. Foram cerca de150 dias de acusações, denúncias e defesas rondando a moral do presidente, tempo suficiente para estressar Renan que entrou em licença do cargo desde 11 de outubro.

Alguns especulam que é uma prévia para a renuncia, Calheiros garante que é apenas um tempo para descansar e se preparar para a resposta escrita que deve entregar ao Conselho de Ética. Seja lá o que for, vamos ficar atentos ao que vem por ai.

Ao ser perguntado se cortaria do salário de Renan os dias que não compareceu ao Senado, o substituto de Calheiros, Tião Viana (PT-AC), disse que vai esperar a justificativa do colega.

Nesta segunda feira, 22/10, Renan apresentou pedido de 10 dias para licença médica.

Há quem defenda

A carta abaixo foi escrita por Clara Becker , ex mulher do ex deputado e ex ministro José Dirceu. Becker decidiu tornar pública a carta, com detalhes de sua intimidade, em defesa ao seu ex marido. Ela pretende enviar ao autor da novela das oito Duas Caras. Aguinaldo Silva em entrevista a Folha de São Paulo, afirmou que o vilão de sua nova novela é inspirado na história de vida de Dirceu. Na ficção  o vilão troca de identidade, casa se por interesse e após roubar a esposa a abandona.Como político José Dirceu deixou a desejar, mas como marido parece que nem tanto.   

“Senhor Aguinaldo Silva,

Quem lhe escreve, antes de tudo, é uma fã. Não sou militante política e nunca fui. Como milhões de brasileiros, sou uma telespectadora assídua de novelas e foi assim que aprendi a admirá-lo, como grande autor que é. Permita-me, no entanto, transmitir uma enorme decepção que senti provocada por algumas declarações suas que envolvem fatos que conheço de perto. Que o senhor queira criar um ambiente de ficção em suas novelas, não é apenas direito seu, assim como merece todo aplauso. Mas que o senhor queira criar um universo paralelo à realidade em algo que pertence à minha vida, a algo que vivi, a algo que nada tem a ver com a ficção, pois faz parte de meu passado, sinceramente, acho que o senhor deveria ter mais cuidado.Não me sinto preparada para tecer considerações sobre seus relacionamentos pessoais. Não me sinto preparada para julgar uma relação amorosa sua ocorrida há décadas. Isso pertence à sua intimidade e tenho algo muito claro para mim: como poderia eu, que não vivi os seus relacionamentos, sair por aí avaliando esse ou aquele aspecto da sua vida? Se fizesse isso, certamente o senhor teria toda a razão de me chamar de leviana. Infelizmente, foi isso que ocorreu comigo, a partir de suas declarações sobre o relacionamento afetivo que mantive com José Dirceu. Se o senhor não gosta do político José Dirceu, se tem uma impressão negativa dele, esse é um direito sagrado que respeito integralmente. Agora, por favor, não extravase sua raiva ou preconceito contra ele, falando de coisas que não são de seu conhecimento, como a relação que tivemos. Pois isso não atinge apenas a ele: atinge a mim e sobre tudo a verdade.Realmente, acredito que existe um José Dirceu de duas caras. A cara verdadeira, de quem o conhece, com suas falhas e virtudes, com seus acertos e erros, com suas qualidades e imperfeições. Há, porém, uma outra cara: uma cara inventada pelos seus adversários e por aqueles que, cegos pelo preconceito ou pela discordância, acabam produzindo uma imagem estapafúrdia. Permita-me dizer que, para minha imensa e infeliz surpresa, suas declarações acabaram colocando-o nesse triste rol. Pela primeira e última vez, quero falar sobre detalhes de minha vida com José Dirceu, expondo minha intimidade em público, à minha revelia. É que não suporto mais ver repetidas as mentiras, as distorçõe s, as agressões sobre algo que somente eu e ele podemos dizer, com clareza, o que aconteceu. Sendo assim, quero deixar claro de uma vez por todas alguns pontos que considero cruciais em toda essa história. Que a imprensa, se voltar a esse assunto novamente, não queira se fazer de desinformada sobre o tema, repetindo mentiras e suposições, pois aqui eu apresento os fatos tal como os vivi: 1) O autor da novela “Duas Caras”, Aguinaldo Silva, desconhece a verdade em relação à vida de José Dirceu em Cruzeiro do Oeste, cidade que ele escolheu para morar e trabalhar diante da perseguição movida pela ditadura militar, sendo obrigado a usar outra identidade e modificar sua aparência. 2) É caluniosa a comparação, feita pelo autor da novela, entre José Dirceu e um personagem que se casa por interesse e foge com o dinheiro da esposa. Nos anos em que vivi com José Dirceu nós dividíamos todas as contas. Era tudo anotado em um caderno e cada um pagava as suas contas. José Dirceu pagava a empregada e o aluguel e eu pagava as despesas de casa e a comida. Ele nunca me roubou e nunca dependeu do meu dinheiro, pois tinha a sua loja e eu a tinha a minha. Tanto que quando José Dirceu voltou para São Paulo, sua loja ainda tinha dinheiro para receber aqui em Cruzeiro do Oeste e ele me pediu que recebesse e ficasse com o dinheiro.3) Quanto à omissão da sua identidade na época, todos, agora, sabem que era uma necessidade, pois a vida de José Dirceu estava em perigo. Certa vez fui chamada pelo então prefeito para uma conversa na Prefeitura. O prefeito e outras pessoas desconfiavam daquele homem recém-chegado à cidade e que tinha um estilo diferente. Em casa, conversei com José Dirceu e perguntei se ele escondia alguma coisa, se era casado ou se era bandido. A resposta foi imediata: não era casado e nem era bandido, mas havia algo, sim, que não podia revelado naquele momento. Senti sinceridade. Ele era bom, vivíamos bem e continuamos juntos, mesmo sem saber todos os detalhes da vida dele. Foi uma opção minha. 4) Afirmo que nunca conheci um homem tão íntegro e honesto como José Dirceu e considero que a omissão de sua real identidade foi uma necessidade naquelas circunstâncias. 5) É preciso esclarecer ainda que, ao contrário do que insinua a reportagem, não fui abandonada por José Dirceu. Com a anistia, ele pediu que eu e meu filho fossemos com ele para São Paulo. Chegamos a viver algum tempo juntos na capital paulista, mas eu tinha aqui em Cruzeiro do Oeste uma família que dependia de mim (pai, mãe, duas irmãs e meu filho) e a vida em São Paulo era muito dura. Eu tomei a iniciativa de voltar para Cruzeiro do Oeste. 6) Por fim, reafirmo que o José Dirceu foi um companheiro ideal. Mesmo depois de nossa separação mantém contato, preocupa-se com meu bem-estar e vem a Cruzeiro do Oeste, cidade hoje administrada por nosso filho. Por fim, a todos aqueles que gostam ou não gostam de José Dirceu; a todos aqueles que concordam ou não com as idéias dele; a todos, enfim, que acreditam ou não acreditam na política, a todos eu peço apenas um favor: não usem os fatos de minha vida, não usem o meu passado, como matéria prima para suas divergências. Respeitem a minha vida, como gostariam de ter as suas respeitadas. Sou apenas uma brasileira, totalmente fora da vida pública e acho que mereço que esse direito meu seja preservado.Cruzeiro do Oeste, 1º de outubro de 2007Clara Becker” 

Fidelidade partidaria

Na última Quarta feira o Supremo Tribunal Federal  deu um passo a frente do Congresso na reforma política Apesar da responsabilidade pela reforma  ser do  Congresso Nacional, o ministro do STF, Tarso Genro, disse que a “judicialização da reforma política” feita pelo jurídico é um “recado” ao Congresso por estar em contenção. O STF julgou o caso de fidelidade partidária, concluindo que o mandado pertence ao partido e não ao parlamentar, decidindo que decidiu que serão mantidos somente os mandatos dos deputados ‘infiéis’ que trocaram de partido antes de 27 de maio de 2007.O governador de Minas Gerais, Aécio Neves esteve com o ministro e ao defender a medida considera  que “foi uma avanço sem a menor sombra de dúvida, na direção correta. Não se fez lá, que se faça no Supremo”      

E a novela continua…

O caso Renan está caminhando para um destino incerto. A cada dia surgem novos fatos importantes que colocam em “cheque” a justiça brasileira. Enquanto Renan constroi estrategias para se defender a oposição está preparando um quarto processo para tirá-lo definitivamente da presidencia do Senado.     

 

Os planos de Renan envolvem a espionagem  do senador Demóstenes Torres (DEM-GO) através de escutas telefonicas e também a auterar a composição do Conselho de Ética do Senado.

A entrevista de Jarbas Vasconcelos e outros detalhes sobre o caso estão no Blog do Josias

Confira informações e discussões sobre o caso de espionagem nos blogs Ultimas Noticias e no Blog do Barbosa.

A benção ao CPMF

É, não teve jeito. A Câmara de deputados aprovou na noite de quarta feira a Proposta de Emenda Constitucional para prorrogação da cobrança da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) até 2011. Vale a pena conferir este texto do blog do Fábio Mayer, sobre o CPMF.

Em meio ao caos vem a CPMF

Por Tatiane Bessa 

Em meio a tanto tumulto envolvendo o senado brasileiro ainda temos que nos preocupar com uma certa contribuição provisória.  Aquela tal CPMF (Contribuição Provisória Sobre Movimentação Financeira). Uma taxa que aterroriza a todos que fazem transações bancárias. O destino do valor arrecadado é incerto, pois eu não tenho visto melhoria em muita coisa, principalmente na saúde.

Os nossos deputados e senadores querem reduzir a taxa de imposto em alguns setores (o previdenciário é um deles) para fazer com que seja aprovada a prorrogação da CPMF até 2011. A questão é até quando esta contribuição vai existir ao certo. Até 2011, 2020… O governo sempre dá um jeitinho pra que a CPMF continue vigorando. Agora vem a pergunta que não quer calar: contribuição é feita por livre e espontânea vontade ou pode ser imposta? 

 Veja mais detalhes: Governo promete novas reduções de impostos para garantir aprovação da CPMF – portal Uai.

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