Renan pede arrego

Parece que o presidente do Senado, Renan Calheiros, cansou de remar contra maré. Foram cerca de150 dias de acusações, denúncias e defesas rondando a moral do presidente, tempo suficiente para estressar Renan que entrou em licença do cargo desde 11 de outubro.

Alguns especulam que é uma prévia para a renuncia, Calheiros garante que é apenas um tempo para descansar e se preparar para a resposta escrita que deve entregar ao Conselho de Ética. Seja lá o que for, vamos ficar atentos ao que vem por ai.

Ao ser perguntado se cortaria do salário de Renan os dias que não compareceu ao Senado, o substituto de Calheiros, Tião Viana (PT-AC), disse que vai esperar a justificativa do colega.

Nesta segunda feira, 22/10, Renan apresentou pedido de 10 dias para licença médica.

Há quem defenda

A carta abaixo foi escrita por Clara Becker , ex mulher do ex deputado e ex ministro José Dirceu. Becker decidiu tornar pública a carta, com detalhes de sua intimidade, em defesa ao seu ex marido. Ela pretende enviar ao autor da novela das oito Duas Caras. Aguinaldo Silva em entrevista a Folha de São Paulo, afirmou que o vilão de sua nova novela é inspirado na história de vida de Dirceu. Na ficção  o vilão troca de identidade, casa se por interesse e após roubar a esposa a abandona.Como político José Dirceu deixou a desejar, mas como marido parece que nem tanto.   

“Senhor Aguinaldo Silva,

Quem lhe escreve, antes de tudo, é uma fã. Não sou militante política e nunca fui. Como milhões de brasileiros, sou uma telespectadora assídua de novelas e foi assim que aprendi a admirá-lo, como grande autor que é. Permita-me, no entanto, transmitir uma enorme decepção que senti provocada por algumas declarações suas que envolvem fatos que conheço de perto. Que o senhor queira criar um ambiente de ficção em suas novelas, não é apenas direito seu, assim como merece todo aplauso. Mas que o senhor queira criar um universo paralelo à realidade em algo que pertence à minha vida, a algo que vivi, a algo que nada tem a ver com a ficção, pois faz parte de meu passado, sinceramente, acho que o senhor deveria ter mais cuidado.Não me sinto preparada para tecer considerações sobre seus relacionamentos pessoais. Não me sinto preparada para julgar uma relação amorosa sua ocorrida há décadas. Isso pertence à sua intimidade e tenho algo muito claro para mim: como poderia eu, que não vivi os seus relacionamentos, sair por aí avaliando esse ou aquele aspecto da sua vida? Se fizesse isso, certamente o senhor teria toda a razão de me chamar de leviana. Infelizmente, foi isso que ocorreu comigo, a partir de suas declarações sobre o relacionamento afetivo que mantive com José Dirceu. Se o senhor não gosta do político José Dirceu, se tem uma impressão negativa dele, esse é um direito sagrado que respeito integralmente. Agora, por favor, não extravase sua raiva ou preconceito contra ele, falando de coisas que não são de seu conhecimento, como a relação que tivemos. Pois isso não atinge apenas a ele: atinge a mim e sobre tudo a verdade.Realmente, acredito que existe um José Dirceu de duas caras. A cara verdadeira, de quem o conhece, com suas falhas e virtudes, com seus acertos e erros, com suas qualidades e imperfeições. Há, porém, uma outra cara: uma cara inventada pelos seus adversários e por aqueles que, cegos pelo preconceito ou pela discordância, acabam produzindo uma imagem estapafúrdia. Permita-me dizer que, para minha imensa e infeliz surpresa, suas declarações acabaram colocando-o nesse triste rol. Pela primeira e última vez, quero falar sobre detalhes de minha vida com José Dirceu, expondo minha intimidade em público, à minha revelia. É que não suporto mais ver repetidas as mentiras, as distorçõe s, as agressões sobre algo que somente eu e ele podemos dizer, com clareza, o que aconteceu. Sendo assim, quero deixar claro de uma vez por todas alguns pontos que considero cruciais em toda essa história. Que a imprensa, se voltar a esse assunto novamente, não queira se fazer de desinformada sobre o tema, repetindo mentiras e suposições, pois aqui eu apresento os fatos tal como os vivi: 1) O autor da novela “Duas Caras”, Aguinaldo Silva, desconhece a verdade em relação à vida de José Dirceu em Cruzeiro do Oeste, cidade que ele escolheu para morar e trabalhar diante da perseguição movida pela ditadura militar, sendo obrigado a usar outra identidade e modificar sua aparência. 2) É caluniosa a comparação, feita pelo autor da novela, entre José Dirceu e um personagem que se casa por interesse e foge com o dinheiro da esposa. Nos anos em que vivi com José Dirceu nós dividíamos todas as contas. Era tudo anotado em um caderno e cada um pagava as suas contas. José Dirceu pagava a empregada e o aluguel e eu pagava as despesas de casa e a comida. Ele nunca me roubou e nunca dependeu do meu dinheiro, pois tinha a sua loja e eu a tinha a minha. Tanto que quando José Dirceu voltou para São Paulo, sua loja ainda tinha dinheiro para receber aqui em Cruzeiro do Oeste e ele me pediu que recebesse e ficasse com o dinheiro.3) Quanto à omissão da sua identidade na época, todos, agora, sabem que era uma necessidade, pois a vida de José Dirceu estava em perigo. Certa vez fui chamada pelo então prefeito para uma conversa na Prefeitura. O prefeito e outras pessoas desconfiavam daquele homem recém-chegado à cidade e que tinha um estilo diferente. Em casa, conversei com José Dirceu e perguntei se ele escondia alguma coisa, se era casado ou se era bandido. A resposta foi imediata: não era casado e nem era bandido, mas havia algo, sim, que não podia revelado naquele momento. Senti sinceridade. Ele era bom, vivíamos bem e continuamos juntos, mesmo sem saber todos os detalhes da vida dele. Foi uma opção minha. 4) Afirmo que nunca conheci um homem tão íntegro e honesto como José Dirceu e considero que a omissão de sua real identidade foi uma necessidade naquelas circunstâncias. 5) É preciso esclarecer ainda que, ao contrário do que insinua a reportagem, não fui abandonada por José Dirceu. Com a anistia, ele pediu que eu e meu filho fossemos com ele para São Paulo. Chegamos a viver algum tempo juntos na capital paulista, mas eu tinha aqui em Cruzeiro do Oeste uma família que dependia de mim (pai, mãe, duas irmãs e meu filho) e a vida em São Paulo era muito dura. Eu tomei a iniciativa de voltar para Cruzeiro do Oeste. 6) Por fim, reafirmo que o José Dirceu foi um companheiro ideal. Mesmo depois de nossa separação mantém contato, preocupa-se com meu bem-estar e vem a Cruzeiro do Oeste, cidade hoje administrada por nosso filho. Por fim, a todos aqueles que gostam ou não gostam de José Dirceu; a todos aqueles que concordam ou não com as idéias dele; a todos, enfim, que acreditam ou não acreditam na política, a todos eu peço apenas um favor: não usem os fatos de minha vida, não usem o meu passado, como matéria prima para suas divergências. Respeitem a minha vida, como gostariam de ter as suas respeitadas. Sou apenas uma brasileira, totalmente fora da vida pública e acho que mereço que esse direito meu seja preservado.Cruzeiro do Oeste, 1º de outubro de 2007Clara Becker” 

Fidelidade partidaria

Na última Quarta feira o Supremo Tribunal Federal  deu um passo a frente do Congresso na reforma política Apesar da responsabilidade pela reforma  ser do  Congresso Nacional, o ministro do STF, Tarso Genro, disse que a “judicialização da reforma política” feita pelo jurídico é um “recado” ao Congresso por estar em contenção. O STF julgou o caso de fidelidade partidária, concluindo que o mandado pertence ao partido e não ao parlamentar, decidindo que decidiu que serão mantidos somente os mandatos dos deputados ‘infiéis’ que trocaram de partido antes de 27 de maio de 2007.O governador de Minas Gerais, Aécio Neves esteve com o ministro e ao defender a medida considera  que “foi uma avanço sem a menor sombra de dúvida, na direção correta. Não se fez lá, que se faça no Supremo”      

E a novela continua…

O caso Renan está caminhando para um destino incerto. A cada dia surgem novos fatos importantes que colocam em “cheque” a justiça brasileira. Enquanto Renan constroi estrategias para se defender a oposição está preparando um quarto processo para tirá-lo definitivamente da presidencia do Senado.     

 

Os planos de Renan envolvem a espionagem  do senador Demóstenes Torres (DEM-GO) através de escutas telefonicas e também a auterar a composição do Conselho de Ética do Senado.

A entrevista de Jarbas Vasconcelos e outros detalhes sobre o caso estão no Blog do Josias

Confira informações e discussões sobre o caso de espionagem nos blogs Ultimas Noticias e no Blog do Barbosa.

Atraso na votação da CPMF causa transtornos na Previdência.

De acordo com o Ministro da Previdência social, Luiz Marinho, a demora do congresso em decidir o destino da CPMF tem atrasado as discussões do Fórum da Previdência, que conta com a participação de trabalhadores, empresários e aposentados.. Segundo o ministro a elaboração de uma nova proposta previdenciária consiste entre vários aspectos a extinção da folha de pagamento que só poderá ser realizada coma aprovação da CPMF. Os membros do Fórum voltarão a se reunir nos dias 29,30 e 31 de outubro. Caso ocorra outro imprevisto o dia 1 de novembro é a data limite para resolver as possíveis pendências. Luiz Marinho aprova a continuidade da CPMF com a alíquota hoje vigente de 0,38%. Após o encerramento do Fórum, as propostas de mudança previdenciária serão encaminhadas para elaboração da Reforma Previdenciária e até meados de novembro deve estar no senado para a aprovação.

Aliados não atingem quórum para tramitação da CPMF

Agência Estado 

Os governistas da Câmara não conseguiram reunir o quórum mínimo de deputados para garantir a tramitação da proposta de emenda constitucional que prorroga a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Apenas 31 parlamentares estiveram presentes à sessão. Eram necessários pelo menos 51 parlamentares para contar quórum para a tramitação da CPMF.

 Com isso, os aliados do Planalto se vêem obrigados a fazer um esforço de mobilização para manter o cronograma que prevê a votação em segundo turno na próxima terça-feira. Esse esforço implica reunir quórum na sexta-feira e na próxima segunda-feira, dias tradicionalmente esvaziados no Congresso em Brasília. Somente se esta operação for bem sucedida é que o governo conseguirá votar a PEC da CPMF na próxima terça-feira, respeitando o interstício de cinco sessões entre o primeiro e o segundo turno.

Obs: quórum é  a quantidade mínima de participantes exigida para uma reunião de ordem pública.

Cassações

Desde que entrou em vigor o artigo 41-A, da Lei das Eleições, o Tribunal Superior Eleitoral cassou 215 políticos nos últimos oito anos por compra de votos. O levantamento feito entre 1999 e 2007 analisou duas mil ações e concluiu que o cargo de prefeito foi o que mais sofreu cassações, foram 101 afastados, seguido de 53 vice-prefeitos e logo atrás os vereadores, no total de 51.

De acordo com a assessoria de impressa do TSE a decisão é definitiva. Segundo o presidente do TSE, ministro Marco Aurélio Mello, estas cassações de mandatos por servem como um alerta para os políticos.

 

Confira a lista com os 215 nomes dos cassados aqui.

    

Conheça a história do CPMF

Pela Folha de São Paulo

A CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) é uma cobrança que incide sobre todas as movimentações bancárias, exceto negociação de ações na Bolsa, saques de aposentadorias, seguro-desemprego, salários e transferências entre contas-correntes de mesma titularidade.

Ela foi aprovada em 1993 e passou a vigorar no ano seguinte com o nome de IPMF (Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira) –à época, a alíquota era de 0,25% e durou até dezembro de 1994 quando, como já estava previsto, foi extinto.

Dois anos depois, em 1996, o governo voltou a discutir o assunto, com a intenção de direcionar a arrecadação desse tributo para a área da saúde. Foi então criada de fato a CPMF, que passou a vigorar em 1997 com alíquota de 0,2%.

Em junho de 1999, a CPMF foi prorrogada até 2002, sendo que a alíquota passou a ser de 0,38% –o objetivo da elevação ajudar nas contas da Previdência Social.

Em 2001, a alíquota caiu para 0,3% mas em março do mesmo ano, voltou a 0,38%. Em 2002 a CPMF foi prorrogada, o que ocorreu novamente em 2004.

No final de 2000, o governo decidiu permitir o cruzamento de informações bancárias com as declarações de Imposto de Renda dos contribuintes. Assim, caso um contribuinte tenha declarado ser isento do IR e, ao mesmo tempo, movimentado milhões em sua conta bancária –o que é possível saber de acordo com o valor de CPMF paga–, sua declaração tem maior risco de ser colocada na malha fina pela Receita.

O site Sou Contra o CPMF contém dados relevantes sobre o assunto.

Melô da CPMF com Lula e Guido Mantega

O Charges.com publicou uma sátira interessante sobre a CPMF. Confiram clicando aqui.

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